Serei uma ferida exposta?
temo bem que sim. Estupidamente exposta!
irremediavelmente susceptível.
Esta quadra não ajuda nada.
Corremos para os nossos núcleos familiares, sorrimos na fase em que as crianças abrem os presentes.
A maioria das pessoas esquece as suas diferenças (só) nesta altura do ano. E nem sequer se percebe porquê, porque no dia seguinte lhes passa este
Alzheimer que se manifesta de forma sazonal.
Trinchar o peru recheado é muito mais importante do que a (re)conciliação.
De preferência caladinhos a comer de boquinha fechada. Se a boca, por acaso, foge para a política será peixeirada geral, e, nem o bacalhau debaixo da couve portuguesa se safa.
Como nesta ‘campanha natalícia’ também não quero fazer ataques pessoais a ninguém, para seguir o exemplo daquele
cristão de Boliqueime reduzo-me ao cantão de espaço que me coube para fazer as minhas primeiras considerações sobre aquilo que poderá ser o Natal 2005.
Com toda esta cultura messiânica à volta das presidenciais ainda não se sabe bem quem é que na noite de 24 para 25 aparecerá “nas palhinhas deitado” ?
(eu não sei)
Poderá ser o
Bandarra a recitar as suas profecias nas casas de todos os nacionalistas portugueses que aspiram (numa segunda vaga, a primeira foi em 1640) libertar-se do jugo de Espanha (que está cá em força nos 40 mil negócios bem sucedidos e sucedâneos da pioneira Zara) interpretando as trovas do sapateiro de Trancoso como uma profecia do regresso de D. Sebastião.
Ou próprio
D. Sebastião vestido de
Manuel João Vieira, (para os mais distraídos o Manel é um catita de um Enapá 2000 e não sei se desta vez é candidato, depois de em 2001 o Tribunal Constitucional não lhe ter reconhecido as suas suadas 7500 assinaturas)
Ainda a querer deitar-se nas palhinhas andam:
Qualquer um dos
Cinco Candidatos Oficiais, mesmo que a maioria deles envergue a sua laicidade está perfeitamente convencido de que será o
salvador da pátria.
Consoante a idade e ficha clínica de quem aparecer para protagonizar o nosso “baby Jesus” é bom que o INEM esteja de sobreaviso e além de facultar ambulâncias amarelas, arranje também um padre para dar a extrema unção aos que dela precisarem, porque aos olhos de Deus todos somos Seus filhos. Laicos e tudo!
Enquanto isso na manjedoura, não há baixas. Estarão lá como é de convir os que “comem tudo e não deixam nada”.....
Por último nesta noite fria de Dezembro ficámos a saber:
Que o
Candidato menos novo confunde Buzinão, com “Vozeirão”, que acha que o outro senhor algarvio “não toca piano, nem fala francês. (Isto pelo menos na óptica do comentador político, isentíssimo Fernando Rosas.)
Mesmo com ar de avôzinho amoroso, o Sr. esteve ao ataque, para que não restem dúvidas que a sua próstata intelectual e política está boa e recomenda-se.
Contudo a suasimpática boca , talvez atrofiada pelas suas bochechas egocêntricas, esqueceu-se de apresentar as suas propostas de campanha e por isso confessou que gostava de passar o resto do ano em debates com os seus adversários. O que vale é faltam Só 9 dias para o fim do ano.
Que ao
Cristão do Algarve ninguém lhe deve ter explicado que por mais presidência aberta que ele esteja a pensar fazer, esse cargo não é a mesma coisa do que estar à frente de uma legislatura, e que se for eleito
Presidente da República, não poderá acumular funções por mais que gostasse de voltar a ser
Primeiro Ministro.
Até porque o país está servido de auto-estradas.
Mais uma achega, mesmo que ele peça ao
Pai Natal de presente uns super poderes, e o dito barbaças mude a constituição da República portuguesa para o fazer feliz,
(os outros são de esquerda e não acreditam em milagres)
vejamos o exemplo de Christopher Reeve,
como sou muito beata é melhor não pôr mais na carta.
Sarcasmos à parte, o actor norte-americano fez pelo menos 4 filmes do
Super homem.
E está à vista meus queridos candidatos, até pode vir o Bandarra com as profecias messiânicas, agora o planeta Krypton,
Por amor de Deus,
O Planeta Krypton só existe nos armazéns de Hollywood.